domingo, 26 de maio de 2013

PUERTO MONTT - CHILE

_ No sul chove muito! Era sempre o que escutávamos quando dizíamos à algum chileno que estávamos indo para Puerto Montt. Sempre pensei ser exagero, mas a profecia se concretizou, vivemos 1 semana debaixo de água e sob um céu coberto de nuvens que deixavam a paisagem escura, fria e úmida... com uma única exceção, um dia pela manhã o senhor sol apareceu uns minutos para dar-nos  bom dia, e outra tarde ele também apareceu rapidamente para nos visitar!
Puerto Montt é uma cidade do sul do Chile, capital da Província de Llanquihue e da Região de Los Lagos. A comuna de Puerto Montt tem uma população de 175 847 habitantes (censo 2002) e 1673 km². Segundo estimativas do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) para o ano 2010 a comuna contaria aproximadamente com 236 000 habitantes. Atualmente a comuna acolhe cerca de 27 % (aproximado) da população total da Região de Los Lagos, 11,39 % da qual corresponde a população rural e 88,61 % a população urbana. Localiza-se frente ao seno de Reloncaví; conta com uma baía protegida em sua costa ocidental pela ilha Tenglo. Constitui o principal nexo com as regiões austrais de Aysén e Magalhães e Antártica Chilena. Por sua localização estratégica, esta cidade é o ponto de partida para o deslocamento para a Patagônia chilena, além de seu importante porto marítimo conecta ao resto do país com as regiões mais austrais, além de seu aeroporto internacional Base Aérea El Tepual, segundo em importância do país, com os principais terminais aéreos do Chile.



Fica à 20 minutos de Puerto Varas, uma comuna localizada na Região de Los Lagos, o clima de Puerto Varas é clima temperado. As temperaturas médias variam de 7 °C no inverno à 14 °C no verão. A cidade de Puerto Varas, que é considerada co-irmã de Gramado, tem 110 anos de história, situada em frente ao Lago Llanquihue, o segundo maior lago do Chile e o terceiro maior lago natural da América do Sul, Puerto Varas é conhecida como "ciudad de las rosas". Povoada por colonos alemães desde meados do século XIX, na atualidade os seus 40.000 habitantes mantêm a amplia tradição arquitetônica, gastronômica e cultural alemã.  É possível pegar ônibus o dia todo, para Puerto Varas, uma boa opção para quem quer economizar com hospedagem, pois hotéis são  muito mais baratos que na badalada Puerto Varas.



Ficamos alojados em uma região rural de Puerto Montt à 50 km da cidade, chamada Huelmo, em uma área de praia, fazendas e florestas. Possui uma pequena ilha também e à frente uma ilha maior que abriga San Augostin, uma comuna de Puerto Montt. O sitio que ficamos pertence a Mario e Huelmut, dois amigos de faculdade que decidiram se afastar da metrópole e viver de maneira simples e sustentável. (como relatei no post anterior).
A praia ao lado do sítio é muito bonita,





 sempre cheia de aves 






e produz paisagens distintas de acordo com a maré, 



que quando baixa deixa à vista um ícone de cultura e história: Pequenas represas formadas por pedras que eram utilizadas pelos índios Mapuche para reter o pescado, muito abundante naquela época,



Mario nos mostrou outro indício da presença dos Mapuche nesta região: Uma araucária que não é típica desta região, sendo nativa de uma região mais ao norte daqui... Ela foi plantada pelos índios, pois se trata de uma árvore sagrada para eles. Perguntei a Mario onde eles viviam agora, ele me disse: _Estão todos mortos, foram exterminados pelos espanhóis e depois pelos próprios chilenos... Triste ouvir histórias como essas, mas a colonização espanhola foi muito mais agressiva que a Portuguesa. Falei para Mário que era lamentável e que mais lamentável ainda, era acontecer em pleno século XI, uma presidente da república desapropriar terras indígenas de uma reserva nacional e cedê-las para a construção de uma usina hidroelétrica que funcionará somente 3 meses no ano, como aconteceu no Brasil com Belomonte L



Nossa estada em Puerto Montt foi muito agradável, não fosse pelo mal tempo teríamos aproveitado muito mais. A semana passou muito rápida e nosso tempo aqui também foi curto, porém conseguimos extrair uma boa carga de informações, e uma vivência distinta da que havíamos passado até aqui. Aprendemos sobre os princípios da permacultura e técnicas de biofertilização. Ricardo conseguiu aprender muitas coisas sobre agricultura orgânica, Mario também nos passou muitos livros para ler e estudar, nos deu uma consultoria em viagem pela América, com muitas dicas de lugares para ir que não estavam inclusos no nosso roteiro.




A rotina aqui era bem distinta, não havia hora para acordar ou para dormir, literalmente uma república, tomávamos o café da manhã às 11horas e conversávamos até às 13hs, o papo era muito bom...   À noite ouvíamos música, tocávamos muito também, formamos uma boa banda, Ricardo, Mário e eu, Mario bebia rum, e Ricardo e eu Chá enquanto estávamos a tocar J.
Durante nossa estada podemos conhecer a ilha Huelmo,



 fizemos uma travessia no barco 



da casa e ficamos um tempo  no local, que possui uma bela vista do vulcão Osorno totalmente bloqueada pelas nuvens de chuva L pudemos nos contentar com a companhia de um rebanho de ovelhas que ali viviam.. 



Comemos muita coisa boa nos dias que estivemos ali, as verduras são simplesmente fantásticas, beterrabas gigantes sem uma gota de agrotóxico, tomates, repolho, batatas, queijo, mel... enfim vários produtos orgânicos à nossa disposição. Uma noite estava deitada no quarto e ouvi um barulho de secador, Ricardo estava ajudando Mario a testar seu invento para recolher o mel das caixas de abelha, ouvi-os conversar e comentaram que colocaram em uma velocidade muito rápida e um favo de mel se rompeu, lembrei imediatamente de quando era criança e comia favo de mel as abelhas que encontraram no sótão da casa de minha avó, minha boca encheu de água imediatamente, levantei e fui ver o que faziam, e claro para comer mel no favo... estava simplesmente maravilhoso, fantástico e delicioso, comi muito...



OBRIGADO AMIGOS PELA MARAVILHOSA ESTADA, LEVAREMOS UM PEDACINHO DE VOCÊS CONOSCO!!!

Ficamos 1 semana em Huelmo e a chuva que nos acompanhou estragou nossos planos de conhecer saltos petroe e parque nacional Vicente Peres Gonzales, na quinta feira dia 23, dia em que deixamos para conhecê-lo, chegamos à cidade de Puerto Montt com muita dificuldade devido à forte chuva, e ficamos em um hotel próximo à rodoviária para esperar o próximo dia em que partiríamos para Bariloche, podemos caminhar somente no final da tarde para conhecer um pouco da cidade de Puerto Montt.
A viagem  para Bariloche ocorreu muito bem, o caminho entre Osorno e Bariloche é lindo, incrível...



 Chegamos à cidade às 18horas no horário local e ficamos simplesmente maravilhados com a beleza do local, tanto que farei um post somente sobre Bariloche e dicas de “Como Mochilar em Bariloche”. Então em 1 semana terão informações completas sobre a cidade.



Como dia 28 de maio é aniversário do meu “papito”, queria deixar um pequeno recado à Ele:
Pai, se tive a coragem de largar tudo e fazer essa viagem foi graças ao senhor, que nos levou para a estrada desde muito pequenos e nos mostrou as maravilhas de conhecer outras cidades e a natureza... Obrigada por ter me levado à tantos lugares maravilhosos, e por estar seguindo rezando para Santo Antônio em nossa intenção todos os dias. Nossa viagem está sendo maravilhosa e teremos muito o que conversar quando voltarmos. Queria desejar muita alegria, amor e bênçãos no seu dia, te amo muito e estou com muitas saudades: Feliz aniversário pai, e esse ano vai passar bem rápido, já se passaram 2 meses e meio, faltam somente 9 meses... J

Muitas felicidades!!!


Um comentário:

Eliza Inez disse...

http://deixeajanelaaberta.blogspot.com.br/2013/05/mais-do-que-um-mochilao.html

Galera olha só o texto que minha sobrinha publicou sobre a viagem!!! Fantástico